Processadores – O dicionário de A a Z


Dúvida sobre algum termo? Nosso glossário está recheado de informações para você saber tudo sobre os processadores.

A história dos processadores começa na década de 70, com o lançamento da primeira CPU x86. De lá para cá, muita coisa mudou. Novas empresas adentraram o mercado, tecnologias inovadoras apareceram, outros tipos de processadores foram desenvolvidos e muito mais.

E os acontecimentos não param por aí. A evolução dos processadores continua em um ritmo acelerado, tanto que é muito difícil acompanhar todas as novidades e saber o que cada novidade significa.

Nota: deixamos claro que não vamos abordar os termos com profundidade de detalhes, visto que a quantidade de informações é absurdamente grande.


  • 386: terceira linha de CPUs Intel baseada na arquitetura x86. Os modelos mais potentes podiam trabalhar com um clock de até 40 MHz. Os primeiros chips dessa série contavam com aproximadamente 275 mil transistores. Essa linha, que tinha como nome original a numeração 80386, deu lugar para a sucessora 486.
  • 486: quarta linha de processadores Intel baseados na arquitetura x86. Conhecida também como 80486, i486 ou Intel486, essa série de CPUs contava com modelos que podiam operar com frequências de até 100 MHz. Foi substituída mais tarde pela famosa marca Pentium.

(Fonte da imagem: Reprodução/Andrew Dunn)

 

  • 586: o termo era utilizado para fazer referência à primeira linha de processadores Pentium. No entanto, a Intel não adotou esse número como oficial, pois queria utilizar a marca Pentium para se distinguir das concorrentes. Outras CPUs também foram chamadas de 586, incluindo o AMD K5 e o Cyrix Cx5x86.

 

  • ACP: essa sigla significa Average CPU Power (algo como Potência Razoável da CPU). Diferente do TDP, o valor do ACP serve para fornecer um valor médio da potência gerada pelo processador em uso no cotidiano. Tal tecnologia está presente apenas nos processadores mais recentes da AMD.

 

  • AES: conjunto de instruções que complementa a arquitetura x86. Tanto processadores Intel quanto AMD utilizam esse conjunto de instruções. As instruções AES servem para acelerar a criptografia de dados (útil para codificação e decodificação).

 

  • AM2: soquete dos processadores AMD Sempron, AMD Athlon 64 X2, AMD Athlon 64 FX, AMD Phenom e AMD Opteron. Foi o sucessor dos antigos Socket 754 e Socket 939. Esse soquete dá suporte apenas para memórias do tipo DDR2.

 

  • AM2+: intermediário entre o AM2 e o AM3, esse soquete foi lançado para realizar a atualização para o HyperTransport 3.0 (operando na frequência de 2,6 GHz). A maioria dos processadores AM2 pode ser utilizada em placas-mãe com suporte para o AM2+ (e vice-versa). As CPUs mais comuns que usam esse soquete são da linha AMD Athlon X2.

 

  • AM3: lançado no começo de 2009, junto com os processadores AMD Phenom II, esse soquete veio para substituir o AM2+. As principais diferenças estão no suporte para memórias do tipo DDR3 e novos processadores (Athlon II, Sempron e Opteron) da fabricante.

 

  • AM3+: é o mais recente soquete da AMD que será utilizado pelos processadores com a arquitetura Bulldozer. Esse soquete deve manter a compatibilidade com as CPUs que usam o soquete AM3.

 

  • AMD: segunda maior fabricante de processadores para desktops, notebooks e netbooks. Também é conhecida pela fabricação das atuais placas de vídeo Radeon. Atualmente a empresa trabalha também com APUs, conceito lançado por ela há alguns anos com a plataforma Fusion.

    A AMD é responsável pela criação de arquiteturas, soquetes e conjuntos de instruções. Recentemente a companhia anunciou que vai trabalhar com a fabricação de módulos de memória RAM. Segundo os dados mais recentes, a fabricante detém 20% das vendas de processadores para todos os seguimentos.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

 

  • AMD64: foi a primeira arquitetura de 64 bits lançada. Conhecida também como x86-64, ou apenas x64, ela é utilizada pela AMD e Intel.  Graças a essa arquitetura, foi possível partir para o desenvolvimento de sistemas operacionais de 64 bits.

 

  • AMD 3DNow!: conjunto de instruções criado pela AMD para adicionar melhorias ao processamento de vetores, o que permitia um ganho de desempenho significativo com programas que utilizam gráficos avançados. Os primeiros processadores que contaram com essa extensão foram os K6-II. Foi abandonada com a chegada das CPUs baseadas na arquitetura Bulldozer.

 

  • AMD A-Series: linha intermediária de APUs da AMD. Essa série conta com oito modelos, que trazem dois, três e quatro núcleos.  Voltada ao mercado de desktops e notebooks. O modelo mais potente opera com clock de 2,9 GHz. Os produtos de oito núcleos trazem o chip gráfico AMD Radeon HD6550D. Veja o termo Llano para mais detalhes.

 

  • AMD C-Series: linha básica de APUs da AMD. Composta por três modelos (o C-30 com apenas um núcleo e dois dual-core, o C-50 e o C-60), essa série atende os netbooks que necessitam de produtos econômicos. Navegue até Ontario para saber mais.

 

  • AMD E-Series: linha razoável de APUs da AMD. Produtos dessa série são voltados ao mercado de netbooks, pois trabalham em frequências baixas e contam com no máximo dois núcleos. Mais informações podem ser visualizadas no termo Zacate.

 

  • AMD FX-Series: linha de APUs de alto desempenho da AMD. Os processadores dessa série contam com núcleos Bulldozer. Os modelos mais potentes têm oito núcleos. Para mais detalhes, confira o termo Zambezi e nosso artigo sobre essas CPUs.
     (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

 

  • AMD Z-Series: até o momento, essa série é composta por apenas um modelo, o Z-01. Essa APU tem dois núcleos e é compatível com memórias DDR3-1066MHz. A GPU desse processador é a Radeon HD 6250.

 

  • AMD Turbo CORE: tecnologia da AMD que realiza um overclock automático em alguns núcleos do processador. Basicamente, a tecnologia AMD Turbo CORE realiza um aumento na frequência de alguns núcleos e desabilita outros, para que aplicativos que não necessitam de seis núcleos possam ser executados com maior velocidade, ainda que só desfrutem de dois núcleos.

 

  • APU: sigla que vem de “Accelerated Processing Unit”, que significa Unidade de Processamento Acelerado. Comercialmente falando, uma APU é um sistema de processamento que tem uma CPU e uma GPU.

 

  • Arquitetura: conjunto de desenhos e especificações (teóricas) por trás do hardware. A arquitetura determina onde cada peça vai ficar dentro do processador e como elas vão se comportar ao atuar umas com as outras.

 

  • ARM: arquitetura RISC de 32 bits desenvolvida pela ARM Holdings. Processadores com essa arquitetura são usados em smartphones, tablets, video games e outros dispositivos. Confira algumas diferenças entre a arquitetura ARM e a x86 clicando aqui.

 

  • Athlon: nome da marca mais famosa de processadores AMD. O nome Athlon era usado para fazer referência a uma linha em específico, porém, a fabricante aproveitou o sucesso dele e o transformou numa marca — usada atualmente para nomear algumas CPUs de dois, três e quatro núcleos.

 

  • Atom: nome da linha de processadores Intel para dispositivos portáteis de baixo desempenho. Os modelos Intel Atom são encontrados principalmente em netbooks. Esses processadores apresentam desempenho razoável e alta economia de energia. Atualmente existem modelos com dual-core, voltados para aplicativos mais robustos.

 

  • AVX: conjunto de instruções criado pela Intel que visa aprimorar a execução de aplicativos que usem pontos flutuantes em excesso. Tanto a Intel quanto a AMD vão usar as instruções AVX. Para conferir mais detalhes clique aqui.

(Fonte da imagem: Divulgação/Intel)

 

  • Bobcat: nome dos núcleos utilizados nas APUs de baixo desempenho da AMD. Equipa modelos das linhas AMD C-Series, E-Series, G-Series e Z-Series. Compatíveis com a arquitetura AMD64, esses núcleos suportam instruções SSE, SSE2, SSE3, SSSE3 ISA, SSE4A e MMX. Contam com 64 KB de memória cache L1 (32 KB para instruções e 32KB para dados) e 512KB de nível L2.

 

  • Brazos: nome da quarta plataforma AMD voltada ao mercado de ultraportáteis. É composta por APUs Ontario (AMD C-Series) e Zacate (AMD E-Series).

 

  • Bulldozer: codinome da linha de processadores AMD que vem para suceder as CPUs baseadas na arquitetura K10. O nome Bulldozer, no entanto, faz referência aos núcleos dos processadores da linha Zambezi (também conhecida como FX-Series).

 

  • Cache: memória interna da CPU usada para reduzir o tempo de acesso aos dados utilizados com frequência. A memória cache é pequena, muito rápida e mantém dados importantes dos processos que estão sendo executados pelo processador.

 

  • Celeron: linha de processadores lançada como alternativa de baixo custo à série Pentium. Ainda em produção, a linha conta com modelos de dois núcleos. A gama de produtos possibilita que os Celerons concorram com os AMD Sempron e os AMD Athlon X2.

 

  • Cell: processador utilizado no Playstation 3. Desenvolvido numa parceria entre Sony, Toshiba e IBM, a CPU do PS3 é baseada na arquitetura PowerPC. Ela conta com oito núcleos SPEs (que auxiliam no processamento de alguns elementos de jogo) e uma unidade PPE — a qual trabalha na frequência de 3,2 GHz.

 

  • Centrino: combinação de processador, chipset e adaptador wireless da Intel para notebooks.

 

  • Clock: termo em inglês para frequência.

 

  • CLMUL: conjunto de instruções proposto pela Intel e usado atualmente em processadores AMD e Intel. A função desse conjunto é acelerar a atividade de aplicações que trabalham com a criptografia de dados.

 

  • Core: termo em inglês para “núcleo”.

 

  • Corona: futura plataforma AMD de alto desempenho. Produtos dessa plataforma vão contar com APUs da série Komodo e núcleos Piledriver.

 

  • Cortex: família de processadores com arquitetura ARM. Tais CPUs são usadas por diversas fabricantes, as quais ampliam o funcionamento (modificam frequência e outros detalhes) dos produtos Cortex. O Apple A4, por exemplo, utiliza um ARM Cortex-A8.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

 

  • CPU: sigla que vem do inglês “Central Processing Unit”, que significa Unidade Central de Processamento.  A sigla é usada como sinônimo de processador. É a peça do computador que traz uma série de instruções que possibilitam a execução de cálculos e operações. A CPU é considerada como o cérebro da máquina.

 

  • Cyrix: antiga fabricante de processadores que criou algumas CPUs para concorrer com os famosos 486 DX2 e K5. Depois de lançar alguns chips e não obter grandes lucros, a empresa foi adquirida pela VIA. Atualmente o nome Cyrix é utilizado para identificar alguns processadores da VIA.

 

  • Deccan: plataforma da AMD que vem para substituir a atual Brazos. Ela será composta por APUs Wichita, as quais usarão o soquete FT2.

 

  • Desna: codinome utilizado para a série de APUs AMD Z-Series. O único processador Desna suporta as extensões SSE, SSE2, SSE3, SSSE3, SSE4a, NX bit, AMD64, PowerNow! e AMD-V.  A linha Desna é preparada para economizar energia, assim, o modelo atual dessa série consome aproximadamente 5W.

 

  • Die: um pequeno bloco de material semicondutor, no qual é fabricado um circuito integrado. O Die é o núcleo (não confundir com os cores) principal do processador, local onde serão realizados os principais cálculos.

 

  • Dual-Core: termo utilizado para fazer referência a quaisquer processadores de dois núcleos. A Intel utiliza o termo na nomenclatura de processadores Intel Pentium Dual-Core. Já a AMD evita o termo, contudo, quaisquer dispositivos que utilizem CPUs de dois núcleos podem usar essa palavra.

 

  • Duron: linha de processadores AMD que servia como opção de baixo custo aos Athlons. Atualmente extintos, os Duron foram substituídos pelos atuais Sempron. A série de CPUs Duron trabalhava com a arquitetura x86. O modelo mais potente operava na frequência de até 1,8 GHz e contava com memória cache L2 de 64 KB.

 

  • Exynos: processador Samsung presente no smartphone Galaxy S II. Utiliza um Cortex-A9, suporta memórias DDR3 e apresenta alto desempenho em aplicações gráficas.

 

  • FM1: soquete desenvolvido para as CPUs AMD Llano (A-Series) de alto desempenho. Produtos com TDP de até 100 W utilizam esse soquete.

 

  • FM2: ainda em desenvolvimento, esse soquete da AMD deve aparecer junto com as futuras APUs Trinity e Komodo.

 

  • FMA: conjunto de instruções que estará presente em processadores AMD Bulldozer e futuros modelos da Intel. Versões diferentes de FMA serão implementadas por cada fabricante. O conjunto FMA serve para melhorar as operações com ponto flutuantes.

 

  • FP1: compatível com processadores AMD Llano (A-Series) de baixo desempenho, esse soquete é utilizado em computadores com baixo consumo de energia.

 

  • Frequência: quantidade de ciclos por segundo que o processador consegue realizar. Em cada ciclo, é possível realizar um número de cálculos, assim, quanto maior a frequência (também chamada de clock), mais tarefas são realizadas num mesmo tempo. A frequência é comumente entendida como velocidade do processador, mas esclarecemos que não é correto utilizá-la como tal padrão.

 

  • FS1: terceiro soquete para processadores AMD Llano (A-Series). Compatível com modelos de dois, três e quatro núcleos com TDP de até 45 W.

 

  • FT1: soquete para os processadores AMD Zacate (E-Series) e AMD Ontario (C-Series).

 

  • FT2: futuro soquete para linha de processadores de baixo desempenho da AMD. As notícias mais recentes indicam que a linha de APUs Wichita será compatível com esse soquete.

 

  • Fusion: apelido da primeira linha de APUs da AMD. Anunciada em 2006, o conceito da Fusion era de unir a GPU com a CPU. Somente em 2011 foi lançada a primeira APU da AMD, pouco tempo depois de a Intel ter utilizado a mesma ideia para comercializar produtos com a mesma característica.

 

  • Geode: série de CPUs da AMD que atende ao mercado de computadores portáteis que necessitam de baixo consumo de energia e desempenho moderado.

 

  • GPU: sigla que vem do inglês “Graphics Processing Unit”, que em português significa Unidade de Processamento Gráfico. As GPUs são os processadores presentes em placas de vídeo. Atualmente são encontradas também em APUs.

 

  • Hexa-Core: termo usado frequentemente para fazer referência aos processadores AMD Phenom X6, apesar de não ser utilizado pela própria AMD. A palavra pode ser aplicada para fazer referência a qualquer CPU com seis núcleos.

 

  • Husky: nome dos núcleos presentes nas APUs (Llano) de desempenho intermediário da AMD.

 

  • HyperTransport: barramento usado para estabelecer a comunicação entre a CPU AMD e outros componentes do computador. Ele está presente em processadores como o Athlon 64 X2, o Phenom e o Sempron.

 

  • Hyper-Threading:  tecnologia Intel que representa a capacidade de determinada CPU em trabalhar com múltiplas Threads. Ela está presente nos processadores Pentium 4, Atom, Intel Core i e outros.

 

  • IBM: uma das maiores fabricantes de processadores para consoles, servidores e outros produtos. As CPUs atualmente equipam o Nintendo Wii, o Playstation 3 e o Xbox 360.

 

  • Intel: maior fabricante de processadores para desktops, notebooks e netbooks. A fama da empresa também é grande devido à grande participação no mercado de chips gráficos. Assim como a AMD, a Intel desenvolve APUs de alto desempenho, como a mais recente linha Intel Core i de Segunda Geração.

(Fonte da imagem: Divulgação/Intel)

A Intel é considerada como a companhia que desenvolveu o primeiro processador x86. Hoje ela vende 79% dos processadores comercializados nos seguimentos em que atua.

 

  • Intel 64: arquitetura x86-64 implementada em processadores Intel. Foi inserida nos processadores da fabricante depois do desenvolvimento da arquitetura AMD64.

 

  • Intel Core2: antiga linha de processadores Intel para diversos segmentos. Foram comercializados produtos Intel Core 2 Duo, Intel Core 2 Quad, Intel Core 2 Solo e Intel Core 2 Extreme – além das versões Mobile.

 

  • Intel Core i: atual linha de processadores Intel que comporta três classes de CPUs: baixo desempenho (i3), médio desempenho (i5) e alto desempenho (i7). Existem duas gerações dessa linha. A primeira era composta por processadores, já a segunda conta com APUs. Todos os modelos Intel Core i suportam memórias DDR3 e os mais recentes conjuntos de instruções.

 

  • Intel HD Graphics: nome das placas de vídeo onboard da Intel. Tais chips gráficos também estão presentes nas recentes APUs da fabricante.

 

  • Intel Turbo Boost: funcionalidade de alguns processadores Intel Core i para efetuar um overclock no processador de forma automática. A tecnologia é ativada quando o processador nota que falta poder de processamento para realizar algumas tarefas.

 

  • Intel vPro: tecnologia da Intel que possibilita o acesso remoto ao computador como um todo. Não importa o sistema que está sendo utilizado, pois essa tecnologia atua diretamente nas peças do PC.

 

  • Intel VT-d: tecnologia de virtualização da Intel que permite ao software em questão utilizar outros componentes de hardware (além da CPU) de modo virtual.

 

  • Intel VT-x: tecnologia de virtualização da Intel.

 

  • Ivy Bridge: codinome da futura linha de processadores que substituíra a atual Sandy Bridge. Segundo o cronograma da Intel, essa série de CPUs contará com nanotecnologia de construção de 22 nm.

 

  • K5: primeira linha de processadores x86 da AMD. O 5k86 foi o principal modelo dessa série, o qual concorreu diretamente com o Pentium 100.

 

  • K6: lançada para concorrer com a linha Pentium II, essa série trazia desempenho similar com preços menores. As CPUs K6 já vinham com as instruções MMX e podiam funcionar com frequências de até 300 MHz.

 

  • K8: sucessor do AMD K7 (Athlon), essa arquitetura comportou diversos processadores, todos com a tecnologia AMD64.

 

  • K10: arquitetura dos mais recentes processadores Phenom e Opteron. Algumas divergências relatam que a AMD teria abandonado esse tipo de codinome, no entanto, depois de algum tempo foi aceito que K10 faz referência à linha atual de CPUs.

 

  • Komodo: codinome da futura linha de APUs de alto desempenho da AMD baseada nos núcleos Piledriver. Processadores Komodo poderão contar com até dez núcleos e serão compatíveis com o soquete FM2.

 

  • Llano: codinome da série de APUs AMD A-Series. Processadores dessa série são divididos em duas classes: Lynx e Sabine. Todos os modelos são fabricados com nanotecnologia de 32 nm. Essas APUs trazem suporte para memórias DDR3, controlador PCIe 2.0 integrado e usam o soquete FM1.

 

  • Litografia: parte do processo de fabricação do processador. Termo usado comumente para relatar a nanotecnologia de construção.

 

  • Magny-Cours: codinome usado para os mais recentes processadores AMD Opteron, os quais contam com oito e doze núcleos.

 

  • MMX: conjunto de instruções para ajudar o processador a trabalhar com dados inteiros e empacotados em paralelo.

 

  • Módulo: solução adotada nos processadores AMD Zambezi (FX-Series). Um módulo é basicamente um conjunto de dois núcleos. Cada módulo compartilha alguns recursos, incluindo dados da memória cache L2.

 

  • Nanotecnologia de construção: termo comumente utilizado para fazer referência à tecnologia em nanoescala utilizada na fabricação de um processador.

 

  • NVIDIA: uma das quatro grandes fabricantes de processadores ARM para tablets e smartphones. O principal produto da empresa nesse ramo é o Tegra, um processador de alto desempenho compatível com jogos de alta definição. Vale lembrar que a NVIDIA ainda trabalha com a fabricação de placas de vídeo para desktops e notebooks.

 

  • Núcleo: é uma unidade de processamento dentro de um processador. Núcleos não podem ser considerados como processadores, porque não trazem todos os componentes de uma CPU. Os núcleos de um processador geralmente compartilham diversos dados, como a memória cache L2 ou L3 (depende do modelo em questão).

 

  • Octa-Core: termo utilizado para fazer referência aos processadores com oito núcleos. Alguns modelos que atendem a essa característica são da linha AMD FX-Series, AMD Opteron e Intel Xeon.

 

  • OMAP: linha de processadores da Texas Instruments. O modelo mais recente é o OMAP 4, o qual conta com dois núcleos Cortex-A9, que operam com clock de 1 GHz. Esses processadores estão presentes em produtos como o BlackBerry PlayBook e o LG Optimus 3D. A fabricante já anunciou a série OMAP 5, que trará dois núcleos Cortex-A15 de 2 GHz.

(Fonte da imagem: Divulgação/Texas Instruments)

 

  • Ontario: codinome utilizado para as APUs AMD C-Series. Processadores Ontario suportam as extensões SSE, SSE2, SSE3, SSSE3, SSE4a, NX bit, AMD64, PowerNow! e AMD-V. Todos os modelos podem trabalhar com módulos de memória DDR3.

 

  • Opteron: nome da linha de processadores AMD para o segmento de servidores. Existem diversas subclasses de Opteron, as quais foram criadas conforme a evolução das CPUs e dos soquetes.

 

  • Overclock: processo em que o utilizador aumenta a frequência do processador, fazendo com que a CPU opere com um clock acima do padrão. Essa prática é muito comum entre usuários entusiastas, que pretendem obter maior desempenho ou apenas quebrar recordes.

 

  • Pentium: principal marca de processadores Intel. Em um primeiro momento, Pentium era o nome de uma linha de CPUs. Com o passar do tempo, o nome ganhou força e a Intel o utilizou como uma marca para definir seus principais processadores de alto desempenho. Atualmente, a série Pentium não é a de maior desempenho, pois deu lugar à linha Intel Core i.

 

  • Phenom: nome da atual linha de CPUs de alto desempenho da AMD. Processadores dessa série podem contar com até seis núcleos. Os modelos Phenom trazem suporte para memórias DDR3 e memória cache de nível L3.

 

  • Piledriver: nome dos núcleos presentes em APUs da série Komodo. Ainda estão em desenvolvimento e as notícias mais recentes não relatam quando a AMD vai lançá-los.

 

  • Plataforma: termo usado para representar um conjunto de tecnologias que forma um novo padrão de processamento. Uma plataforma pode abranger chips gráficos, soquetes, processadores, novos conjuntos de instruções e outras novidades de uma geração de CPUs.

 

  • PowerPC: arquitetura RISC criada em 1991 pela Apple, IBM e Motorola. Baseada na arquitetura POWER da IBM, ela foi utilizada em diversos computadores. Processadores compatíveis com essa arquitetura não podem executar instruções x86 e x64. CPUs com essa arquitetura foram usadas pela Apple desde 1994 até 2006.

 

  • PPE: sigla para “Power Processing Element”, algo como Elemento de Processamento Poderoso. Ele está presente no processador Cell (do PS3). É uma unidade de processamento baseada na arquitetura PowerPC.

 

  • Processo de fabricação: termo utilizado para relatar a nanotecnologia aplicada na construção de um processador.

 

  • Quad-Core: termo usado para referenciar a presença de quatro núcleos em alguns processadores. Modelos que atendem a essa característica são os Intel Core i3, i5 e i7, AMD Phenom II X4, AMD Athlon II X4, Intel Core2Quad e outros.

 

  • Qualcomm: concorre com a Samsung, a NVIDIA e a Texas Instruments no mercado de processadores ARM. As principais CPUs da Qualcomm pertencem à linha Snapdragon, que equipa diversos smartphones de alto desempenho.

 

  • Radeon: nome da mais famosa linha de placas de vídeo da AMD. Chips gráficos Radeon estão presentes em todas as APUs da fabricante. GPUs Radeon ainda equipam notebook e computadores que utilizam vídeo onboard.

 

  • RISC: estratégia de desenvolvimento de processadores baseada na simplificação. CPUs do tipo RISC são mais “simples” por terem um número reduzido de extensões, contudo, geralmente são mais rápidas por contarem com instruções para acelerar determinadas tarefas.

 

  • Samsung: uma das maiores fabricantes de processadores ARM. Produtos dessa fabricante estão presentes em diversos smartphones, incluindo o iPhone 4 e o Samsung Galaxy S II.

 

  • Sandy Bridge: codinome da arquitetura dos processadores Intel Core i. A mesma arquitetura é utilizada nas CPUs de primeira e segunda geração.

 

  • Sempron: nome da linha de processadores básicos da AMD para o segmento de desktops. Modelos dessa linha contam com apenas um núcleo.

 

  • Snapdragon: nome da linha mais famosa de processadores ARM da Qualcomm. Conta com modelos equipados com um e dois núcleos. A fabricante já anunciou produtos com quatro núcleos operando a 2,5 GHz.

 

  • SoC: essa sigla significa System on a Chip, ou Sistema em um Chip. É a integração de diversos componentes de um computador num único circuito.

 

  • Socket 754: primeiro soquete da AMD com suporte para HyperTransport e instruções 64 bits. Suportava apenas memórias DDR em single-channel. Era compatível com os primeiros processadores Athlon 64, Sempron e Turion 64.

 

  • Socket 939: substituto do Socket 754, esse soquete veio para estabelecer a presença da arquitetura 64 bits. Os modelos compatíveis com esse soquete eram o Athlon 64, o Athlon 64 FX, o Athlon 64 X2 e o Opteron. Foi substituído em pouco tempo pelo soquete AM2, o qual já tinha suporte para memórias do tipo DDR2.

 

  • Socket 940: soquete de 940 pinos da AMD, criado especialmente para servidores com arquitetura 64 bits. Poucos processadores eram compatíveis com esse soquete e, entre eles, estavam alguns modelos da linha Opteron e o AMD Athlon 64 FX-51.

 

  • Socket A: antigo soquete AMD compatível com processadores Athlon, Duron, Sempron e Geode NX. Foi descontinuado depois do lançamento do Socket 754 e do Socket 939.

 

  • Socket C32: criado para atender o mercado de servidores de baixo desempenho, o Socket C32 suporta as CPUs AMD Opteron 4000. Assim como a G34, esse soquete também vem preparado para trabalhar com memórias DDR3.

 

  • Socket F: antigo soquete utilizado pelos processadores AMD Opteron. Foi substituído em 2010 pelos soquetes C32 e G64.

 

  • Socket G34: soquete preparado para suportar os mais recentes processadores AMD Opteron 6000 (Magny-Cours). Esse soquete trabalha com memórias DDR3 e vem preparado para operar em conjunto com outros processadores instalados em Sockets G34 (até quatro CPUs Opteron podem ser instalados numa mesma placa-mãe).

 

  • Socket S1: soquete AMD compatível com processadores Turion 64, Athlon 64 Mobile e Sempron. Foi lançado para substituir o antigo Socket 754 que era usado em notebooks. Esse soquete suporta memórias DDR2, processadores dual-core e a tecnologia de virtualização.

 

  • Soquete: esquema de pinos abaixo do processador. Ele se encaixa perfeitamente no espaço reservado na placa-mãe. A CPU se comunica com outros itens graças a esses pinos, que realizam a transferência de dados usando a energia elétrica.  Os tipos de soquetes variam conforme a fabricante e a linha de processadores.

 

  • SPE: presente nos processadores Cell, os SPEs são como unidades auxiliares de processamento. A sigla SPE vem do inglês “Synergistic Processing Element”, que em tradução literal significa Elemento de Processamento Sinérgico, ou seja, um componente interno que ajuda a processar os dados.

 

  • SSE: conjunto de instruções para aprimorar o processamento e precisão dos dados quando o processador trabalha com pontos flutuantes (números digitais que representam os números que conhecemos). Atualmente o SSE já está na quarta versão, com uma enormidade de instruções que acelera o desempenho da CPU.

 

  • TDP: significa Thermal Design Power, que em português pode ser traduzido para “Energia Térmica de Projeto”. Ele serve para indicar a quantidade máxima de energia que um sistema de refrigeração deve dissipar. Sabendo o TDP, é possível adquirir um cooler apropriado para o processador em questão.

 

  • Tegra: nome da linha de processadores NVIDIA voltados ao segmento de tablets e smartphones. A série mais recente é a Tegra 2, que traz processadores Cortex-A9 dual-core de 1 GHz.

 

  • Texas Instruments: uma das principais fabricantes de transistores, CIs e agora até de processadores ARM. Ela concorre diretamente com a NVIDIA, Samsung e Qualcomm no mercado de smartphones e tablets. A principal linha de CPUs ARM da Texas é a OMAP.

 

  • Thread: palavra utilizada quando um processador é capaz de trabalhar com um número maior de linhas de execuções (threads) do que a quantidade de núcleos que possui. Para entender mais sobre esse termo, leia nosso artigo “O que são threads em um processador?”.

 

  • Transistor: um dos menores componentes de um processador. As atuais CPUs podem contar com bilhões de transistores.

 

  • Tri-Core: termo comumente utilizado para fazer referência aos processadores AMD Phenom X3. Essa palavra pode, no entanto, ser aplicada a qualquer CPU que conte com três núcleos.

 

  • Trinity: codinome da futura linha intermediária de APUs AMD baseada nos núcleos Piledriver. Processadores Trinity poderão contar com até quatro núcleos e serão compatíveis com o soquete FM2.

 

  • Turion: nome da linha de processadores móveis da AMD. Foram criados diversos modelos Turion, incluindo versões de alto desempenho com dois núcleos. Atualmente está sendo substituída pela linha AMD Phenom II. A AMD, contudo, não descontinuou a série até o presente momento.

 

  • Underclock: alteração para fazer o processador funcionar abaixo da frequência padrão. Esse método é utilizado por usuários que não necessitam de tanta potência e desejam economizar a bateria do dispositivo em questão.

 

  • UVD: a abreviação vem de “Unified Video Decoder”, que significa Decodificador de Vídeo Unificado. Os chamados UVD estão presentes apenas em placas gráficas (e GPUs) da AMD. Eles possibilitam a decodificação de vídeos com codecs H.264 e VC-1.

 

  • VIA: terceira maior fabricante de processadores para desktops, notebooks e netbooks. Apesar de deter apenas 1% das vendas totais, a VIA trabalha com outros produtos, incluindo chipsets, controladores e chips de baixo desempenho.

 

  • Virgo: nome da futura plataforma AMD de desempenho intermediário. Produtos dessa plataforma vão contar com APUs da série Trinity e núcleos Piledriver. Não há data prevista para o lançamento oficial da plataforma.

 

  • Virtualização: criação de hardware e um sistema operacional virtual. Usar a virtualização é muito útil quando se deseja executar um SO dentro de outro. Somente processadores com instruções específicas podem utilizar esse recurso.

 

  • Wichita: nome da futura linha de APUs de baixo desempenho da AMD. Essa série de processadores contará com modelos que utilizarão até quatro núcleos Bobcat e serão compatíveis com o soquete FT2.

 

  • X64: veja o termo AMD64.

 

  • X86: criada e lançada pela Intel em 1978, essa arquitetura suportava aplicativos de 8 bits e 16 bits. Com a evolução dos processadores Intel, a arquitetura x86 passou a suportar aplicativos e sistemas de 32 bits. Atualmente está presente na maioria dos processadores Intel e AMD, equipando quase todos os desktops, notebooks e netbooks.

 

  • XCGPU: processador presente na versão mais recente do Xbox 360. Esse modelo combina a CPU Xenon, o chip gráfico Xenos e a memória eDRAM do console.

 

  • Xeon: linha de processadores Intel voltada ao segmento de servidores. Modelos dessa série podem contar com até dez núcleos e operar com frequências de até 3,8 GHz.

 

  • Xenon: processador utilizado no Xbox 360. Projetado pela IBM, essa CPU conta com três núcleos físicos e seis lógicos. Opera na frequência de 3,2 GHz, tem 1 MB de memória cache L2 e conta com 165 milhões de transistores.

 

  • XOP: conjunto de instruções criado pela AMD em 2009. Será integrado nos processadores com arquitetura Bulldozer. A XOP estende o conjunto SSE nas arquiteturas x86 e AMD64. Esse conjunto auxilia principalmente no processamento de vetores e pontos flutuantes.

 

  • Zacate: codinome utilizado para fazer referência às APUs AMD E-Series. Todos os modelos Zacate suportam instruções SSE, SSE2, SSE3, SSSE3, SSE4a, NX bit, AMD64, PowerNow! e AMD-V. Além disso, processadores Zacate trabalham com memórias DDR3.

 

  • Zambezi: codinome utilizado para as APUs AMD FX-Series. Processadores Zambezi suportam as extensões SSE4.2, AES, CLMUL, AVX, XOP, FMA4 e CVT16 — sem contar as mais antigas. Todos os modelos podem trabalhar com até quatro módulos de memória DDR3 de 1866 MHz. As APUs mais robustas dessa linha trazem oito núcleos.

Fonte: Tecmundo

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One Response to Processadores – O dicionário de A a Z

  1. tomaz says:

    Darth,faltou tu dizer que que é: APUs

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